TIM nega intenção de buscar sócios na telefonia fixa


Presidente da companhia no Brasil aposta no crescimento dos serviços móveis e na integração com Intelig para fazer frente aos concorrentes.

Por EDILEUZA SOARES, DA COMPUTERWORLD



O presidente da TIM Brasil, Luca Luciani, negou que a companhia esteja em busca de um novo sócio na área de telefonia fixa para fortalecer sua operação, em especial, para competir com grandes grupos de telecom, como o caso da Vivo e da Telefônica. Durante teleconferência para divulgação dos resultados financeiros da companhia, Luciani afirmou que, com a Intelig, a empresa tem hoje condições de oferecer pacotes convergentes. 

“Talvez o que precisaremos é aumentar os acordos com provedoras de redes locais”, disse o executivo, ao ser  questionado sobre planos para fortalecimento das operações. O executivo afirmou ainda que as recentes movimentações no mercado - controle da Vivo pela Telefônica e participação da Portugal Telecom na Oi - são importantes por ter despertado atenção de analistas do mundo inteiro para o Brasil. “Nossa estratégia não é mudar. Mas sim de ataque à telefonia móvel. Temos é que trabalhar mais para incomodar as incumbents (concessionárias de telefonia fixa)”, disse o presidente da TIM Brasil.

Faz parte das estratégias da companhia para enfrentar os concorrentes a ampliação da oferta de dados, que é sua grande aposta para o segundo semestre. A operadora pretende também ser mais agressiva para conquistar usuários por meio de pacotes para acesso móvel à internet. A empresa planeja investir nas classes C e D, a partir da conquista dos usuários que hoje usam as Lan houses para se conectar à web. Luciani acha que tem uma demanda reprimida para esse serviço, o que falta, segundo ele, é uma oferta que caiba no bolso dessa parcela da população.

Para ampliar sua participação no mercado, a TIM reservou, para o segundo semestre, um capital de 1,5 bilhão, valor acima do 1 bilhão de reais aplicado nos primeiros seis meses de 2010. Esse montante será distribuído para ampliação das redes de voz, dados e transmissão.

Resultados financeirosCom esse esforço, a TIM espera manter o bom desempenho obtido na primeira metade do ano. No segundo trimestre a companhia fechou com lucro de 106,7 milhões de reais, revertendo o prejuízo de 15,3 milhões, registrados no mesmo período no ano passado. 

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou 887 milhões de reais com crescimento de 16,1% sobre o segundo trimestre de 2009 e margem de 25,1%, ante 21,9% em comparação com época igual no ano passado. 

A receita líquida de serviços da companhia também teve uma elevação e cresceu 6,4% sobre igual período do ano passado, tendo totalizado 3,3 bilhões de reais. O segmento residencial respondeu por 65,7% do faturamento, o corporativo por 15,8% e as pequenas e médias empresas por 19,4% dos negócios da companhia.
 
Entre os produtos que tiveram maior saída no segmento de varejo se destaca os de voz Liberty para panos pós pago, que  superou 1 milhão de linhas em seis meses. O Infinity para pré-pago foi outra oferta que teve boa saída, tendo conquistado 27 milhões de assinantes. No total, a TIM fechou o segundo trimestre com uma base de 44,4 milhões usuários, com expansão de 17% sobre igual período em 2009.

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