Aplicativos de celular ajudam muçulmanos durante o Ramadã


Programas indicam localização de mesquitas, por exemplo.
Apple não sabe quantos apps existem; Nokia tem conjunto para Ramadã.

Do G1, com informações da AP
Muçulmanos rezam durante o RamadãProgramas lembram a hora de rezar (Foto:
Rich Schultz/AP)
Aplicativos para smartphones estão mudando a rotina de muçulmanos durante o mês sagrado do Ramadã, que começa nesta semana.
Programas como "iPray" ou "iQuran" oferecem um lembrete sonoro nas horas das orações, enquanto os programas "Find Mecca" e "mosque finder" ("Ache Meca" e "Buscador de Mesquitas") ajudam os viajantes muçulmanos em cidades desconhecidas a encontrarem o lugar mais próximo para rezarem.
"Quando vi estes aplicativos pela primeira vez, pensei: 'isto é incrível'. Seja lá quem tenha tido esta ideia: que Deus abençoe a ele ou ela", disse James Otun, que tem vários aplicativos islâmicos no seu iPhone e iPad.
Os programas não são apenas para o Ramadã: existem outros de temática islâmica que ajudam os usuários a encontrarem os mercados que oferecem comida preparadas de acordo com as regras da dieta religiosa, aprender as pronúncias corretas para as preces diárias em árabe ou contar quantas páginas do Alcorão foram lidas nesse dia. Também existem aplicativos para os livros sagrados de outras religiões, da Bíblia Sagrada católioca ao Bhagavad Gita, uma escritura sagrada hindu.
A primeira vez em que Sumeyye Kalyoncu ouviu o Adhan – ou o chamado à oração – em caixas de som no dock do seu iPhone,  ficou tomada pela nostalgia pela sua terra natal, a Turquia. Tais aplicativos são especialmente populares nos Estados Unidos, disse Kalyoncu, já que os mosteiros nos EUA não transmitem os chamados diários à oração em alto-falantes, como costumam fazer em países muçulmanos.
"Estas são tradições e estiveram em nossas vidas por eras, há quase 15 séculos, então parecem muito antigas. Acho que isto é como combinar a tecnologia e as coisas que fazemos diariamente", disse Kalyoncu.
iPray Lite acompanha orações
Kalyoncu usa um aplicativo para o iPhone chamado "iPray Lite", que acompanha as orações diárias requisitadas com um programa que simula o som das contas de orações ou a roda giratória de um contador portátil de metal que muçulmanos usam para manterem a conta das repetições das orações. Usando fones de ouvido, a moça de 24 anos diz que ela pode cumprir suas obrigações espirituais diárias ao contar orações em seu iPhone no ônibus indo de Manhattan para sua casa em Edgewater.
Trudy Miller, porta-voz da Apple, diz que a companhia não acompanha os mais de 225 mil aplicativos para seus telefones por categoria, sem saber quantos são de temática islâmica. Os programas não são oferecidos somente pela Apple; a Nokia tem um conjunto do Ramadã para seus celulares que consolida tudo que os devotos precisam saber para observar o mês mais sagrado do Islã, no qual muçulmanos do mundo inteiro observam jejuns diários durante o dia.
Com seu iPad, Jim Otun diz que tecnologia o deixou mais observador.Com seu iPad, Jim Otun diz que tecnologia o deixou mais observador. (Foto: Jim Otun/AP)
As datas do Ramadã ainda são determinadas pelo calendário lunar, e os cálculos podem ser diferentes entre as comunidades islâmicas no mundo todo. Na América do Norte, muitos muçulmanos marcarão o primeiro dia do Ramadã nesta quarta-feira (11).
Jim Otun , um aficcionado por tecnologia, diz que os aplicativos que ele usa em seu iPhone e iPad o tornam um muçulmano mais observador. Do lembrete sonoro para parar e rezar durante sua agenda ocupada ao manter um serviço de limousines, a um aplicativo que diz quais restaurantes próximos servem comida preparada dentro das regras islâmicas, Otun diz que não há mais desculpa para viver uma vida sem observar.
O aplicativo favorito de Otun, chamado "Find Mecca", é um programa de bússola com um indicador eletrônico que muda de verde para vermelho quando você alcançou o obrigatório ângulo de oração de 58 graus ao noroeste, para garantir que você está virado para Meca em qualquer local – uma obrigação para todos os muçulmanos enquanto rezam.
Otun disse que ficou impressionado ao ver uma imagem de Meca na tela de seu celular pela primeira vez, e se tocou de que poderia carregar uma biblioteca de textos religiosos com ele para qualquer lugar.
"O iPhone te torna emotivo. Eu não posso carregar 10 mil páginas de livros, e agora, tem isso no celular. Não tem preço", comemorou.

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